sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Como mudar a paisagem urbana de Belém? Contribuições para a mobilidade.
Por Michel Carvalho Geógrafo.

       Sabe-se que Belém hoje é a cidade que cresce em volta dos condomínios e shoppings, pois são eles os principais vetores de crescimento da malha urbana e de ocupação. Nesse sentido, como pensar uma Belém para os próximos anos? E possível sim ter uma cidade bem mais planejada e mais agradável ao trânsito tanto de carros quanto de ciclistas e pedestres, porém é necessário planejar de forma humana e consciente para que cada indivíduo possa cumprir seu papel  em busca de um trânsito melhor.
       Com isso algumas considerações devem ser pontuadas, hoje o que se vê são planejamentos de gabinete algo que não funciona mais, pois que vive a realidade pode planejar melhor, a criação de novas ruas e rodovias são necessárias a melhor fluidez e devem ser criadas imediatamente na malha urbana de Belém, como contribuição fica a sugestão para a duplicação da rodovia Yamada que liga a Avenida Centenário a rodovia do Tapanã. Atualmente a mesma já conta com alguns trechos duplicados e uma grande faixa lateral , o que supostamente não afetaria moradores pois não haveria o remanejamento dos mesmos.
        A construção de um elevado já é necessária no cruzamento da rodovia do Tapanã com Augusto Montenegro e Mario Covas, pois diariamente são registrados grandes engarrafamentos nesta área, que podem ser solucionados com a simples eliminação dos semáforos que existem na região. A própria duplicação da rodovia do Tapanã já pode ser considerada, pois daria fluidez ao trânsito que já é intenso na região pelo tráfego de carretas que utilizam a rodovia tanto no período da tarde quanto da manhã.
        Outra alternativa para avenidas com trafego intenso seria a criação da linha verde que são semáforos inteligentes que ficam abertos em todo período sendo acionados manualmente pelos pedestres para a travessia, isso auxiliaria na fluidez do trânsito que deixaria de ficar parado quando não houvesse necessidade. além da instalação de semáforos sonoros para os deficientes visuais. É certo que essas são algumas considerações e o debate acerca da mobilidade é muito maior , entretanto algumas pontuações hoje são de extrema urgência como a construção de mais ciclovias e a melhoria na sinalização e sobretudo o aumento da fiscalização que hoje ainda é precária e facilita a transgressão, mas fica dica quem vive o problema planeja melhor.
A realidade de uma Amazônia.
Por: Michel Carvalho Geógrafo

       A vida nesta vasta região continente sempre pode mostrar quão grande é a diversidade que podemos encontrar nas amazônias da região norte do Brasil. Neste trecho venho falar de uma parte desta região que poucos conhecem no restante do país. Através de experiência própria destaco em especial  o trecho da BR-422 que liga o município de Tucuruí-PA ao município de Novo Repartimento-PA , como em um filme da década de 70 o que mas parece aventura de volta ao passado hoje é a realidade desta rodovia Federal que foi esquecida desde sempre pelo governo.
       Sabemos que diversas dificuldades podem surgir quanto a liberação de recursos para o asfaltamento desta região, porém não podemos conceber que depois de quase 40 anos não se tenha respostas a essa população esquecida do interior do estado. Os grandes desafios desta região não está somente no transporte que por sinal fica totalmente prejudicado com a falta boas estradas, mas também  quanto ao desenvolvimento de atividades que ficam comprometidas como a agricultura, a produção de carne e leite , sem falar na dificuldade de deslocamentos pelas escolas da região afetando educação e a saúde dos moradores, além do fato de que as pessoas são deixadas a própria sorte nos mais diversos atoleiros em períodos de inverno ou tempos chuvosos como conhecemos na Amazônia.      
        Mesmo depois de toda revolução e marketing , acerca de grandes projetos que foram desenvolvidos para a região em especial a hidrelétrica de Tucuruí presente no trecho desta rodovia, o que se percebe na realidade desta amazônia é que o tempo nesta porção do espaço tornou-se lento, tanto para práticas e incentivos públicos quanto para a apropriação do capital que ainda não vislumbrou nada que pudesse ser bem vantajoso. O fato é que a estrada segue esquecida e com ela seguem esquecidos os sonhos de tantos paraenses e amazônidas que esperam um dia que o tão aguardado progresso prometido lá na década de 70 chegue as suas realidades.

terça-feira, 25 de março de 2014

Apresentado o Giswater, novo software livre para Gestão de água
Por Ivan Leonardi
agua11 Apresentado o Giswater, novo software livre para gestão de águaNo dia 11 de março, na Universidade Politécnica de Catalunha, localizada em Barcelona, foi apresentado oGiswater, um software livre para a gestão de água.
Durante o evento de apresentação, que controu com centenas de profissionais de diversas instituições públicas, foram apresentadas as principais funcionalidades da primeira versão do Giswater. Além disso, foi anunciado que finalizou-se o processo de estabilização do software e estará disponível, em breve, para o sistemas operacionais Windows (XP, 7, Vista e 8).
De acordo com os desenvolvedores, o Giswater surgiu para que os profissionais possam compartilhar os conhecimentos nas áreas de abastecimento de água, esgoto, drenagem urbana e gestão de risco. Seu objetivo é comunicar programas de engenharia de águas EPANET, EPA SWMM e HEC-RAS através de um banco de dados com qualquer Sistema de Informação Geográfica (SIG).
O software utiliza uma base dados de código aberto PostgreSQL assim como sua extensão espacial (PostGIS) e pode-se criar projetos a partir do software livre Quantum GIS. No entanto, graças a sua arquitetura de banco de dados, estável e com topologia ‘nó e arco’ é fácil, no futuro, ligar o software a outros bancos de dados como o Oracle, MSServer e outros de GIS como o ArcGIS, Geomedia, gvSIG ou Terraview. Apesar do software ser executado em linguagem Java, primeiramente o Giswater estará disponível apenas para sistemas operacionais Windows.
Para mais informações acesse www.giswater.org.
Fonte: http://mundogeo.com/blog/2014/03/24/apresentado-o-giswater-novo-software-livre-para-gestao-de-agua/

Divulgados novos dados sobre o desmatamento na Amazônia

Por Ivan Leonardi | 




Alertas de desmatamento caíram 19% entre agosto de 2013 e janeiro deste ano
Tabela deter Divulgados novos dados sobre o desmatamento na AmazôniaAs ações de inteligência e combate ao crime organizado na Amazônia Legal atingiram novos índices de preservação do bioma. Os alertas doSistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), anunciados nesta sexta-feira (21/02), caíram 19% entre agosto de 2013 e janeiro deste ano em comparação ao mesmo período anterior. Além disso, 68% dos indicativos de desmatamento contabilizados pelo Deter ficam em áreas fiscalizadas pelos estados. O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com os governos locais, busca identificar as áreas em que ocorreu desmatamento ilegal ou supressão vegetal autorizada.
O levantamento aponta que 1.162,50 km2 foram desmatados nos últimos seis meses, na contramão dos 1.427,99 km2 registrados entre agosto de 2012 e janeiro de 2013 pelo Deter. Feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o sistema se baseia em imagens diárias de até 25 hectares capturadas por satélite. Os dados funcionam como uma análise da mudança de paisagem da região amazônica, que podem ocorrer por conta de questões como desmatamento ou até queimadas. O Deter funciona, portanto, como um suporte para a fiscalização.
deter novembro 2013 Divulgados novos dados sobre o desmatamento na Amazônia
Mapa de alertas de novembro de 2013
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou a possibilidade de parte dos alertas emitidos pelo Deter corresponderem a alteração de paisagem autorizada, nos moldes da nova Lei Florestal. “O fato de 68% dos alertas se encontrarem em áreas de domínio estadual quer dizer que esses dados podem, sim, dialogar com a supressão legal de vegetação”, afirmou. Segundo o levantamento, os 32% restantes ocorreram em áreas de competência federal, que incluem unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos.
Sofisticação
Os indicativos de queda no desmatamento decorrem das ações integradas entre os governos federal e dos nove estados formados pela floresta, por meio do Fórum de Secretários da Amazônia, além do apoio das equipes da Polícia Federal e do Exército. “Os trabalhos dos últimos dois meses foram focados em sofisticar os processos de controle”, declarou Izabella.
A fiscalização segue duas frentes. As operações de prevenção e resposta rápida aos alertas de desmatamento por meio das operações em terra. Enquanto isso, também são realizadas as ações de inteligência para desmontar a cadeia econômica ligada à exploração da floresta, com prioridade na investigação e no monitoramento de áreas embargadas. “A preocupação é com os processos criminosos que levam ao desmatamento”, ressaltou a ministra.
A redução nosíndices foi verificada em quase todos os estados. O Pará ficou entre os recordistas na redução do desmatamento. No estado, os alertas foram de 294 km2 nos últimos seis meses, contra 423 km2 registrados no período imediatamente anterior. O Mato Grosso seguiu a mesma tendência, com 375 km2 de registros de alteração de paisagem, contra os 523 km2 verificados entre agosto de 2012 e janeiro de 2013.
Com informações do MMA/Inpe
Fonte: http://mundogeo.com/blog/2014/02/25/divulgados-novos-dados-sobre-o-desmatamento-na-amazonia/

Inpe se prepara para testes do satélite Amazônia-1

Por Ivan Leonardi.
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) se prepara para as atividades de integração e testes do Amazônia-1, satélite com lançamento previsto para 2016 que conta com uma câmera óptica de visada larga capaz de gerar imagens do planeta a cada quatro dias.
Amazonia1 Inpe se prepara para testes do satélite Amazônia 1
Concepção artística do satélite Amazônia-1 | Imagem: Inpe
Os ensaios para aceitação dos propulsores com 5 newtons (N) de empuxo que serão utilizados no equipamento foram realizados no Banco de Testes com Simulação de Altitude (BTSA) do Inpe em janeiro e fevereiro. Propulsores são utilizados em várias manobras no espaço, necessárias para o posicionamento e manutenção das órbitas de satélites e plataformas espaciais.
A característica de revisita rápida do Amazônia-1 permitirá a melhora nos dados de alerta de desmatamento na região amazônica em tempo real. O satélite também fornecerá imagens frequentes das áreas agrícolas brasileiras.
O subsistema de propulsão da Plataforma Multimissão (PMM) criada pelo Inpe foi desenvolvido pela empresa brasileira Fibraforte com a coordenação de engenheiros do instituto.
Completo, o subsistema é composto por seis propulsores, o tanque de propelente e mais as válvulas para controle dos propulsores e para carregamento do tanque, com as respectivas tubulações e seus acessórios.
Para saber mais:

Curso mostra como utilizar dados espaciais seguindo padrões do IBGE

Por Alexandre Scussel 

Treinamento focará na iniciativa brasileira de padronização e disponibilização dos dados espaciais. Inscrições já estão abertas
Existem, hoje, Infraestruturas de Dados Espaciais (IDEs) em diferentes níveis e com distintos objetivos. A definição clássica de uma IDE é, basicamente, “uma rede descentralizada de servidores, que inclui dados geográficos e atributos, metadados, métodos de pesquisa, visualização e avaliação dos serviços de dados para o gerenciamento dos mesmos e um mecanismo para fornecer acesso”.
A próxima edição do MundoGEO#Connect LatinAmerica, Conferência e Feira de Geomática e Soluções Geoespaciais, será realizada de 7 a 9 de maio de 2014, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP). Ao todo serão 30 cursos, seminários, eventos especiais e encontros de profissionais, que acontecerão ao longo de três dias.
Dentre as atividades confirmadas para o MundoGEO#Connect 2014 está o Curso Infraestruturas de Dados Espaciais. Com 6 hora de duração, este mini-curso irá apresentar as vantagens dos dados do seu projeto seguirem os padrões da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde), além de mostrar conceitos envolvidos na interoperabilidade e exemplos práticos no Brasil e em outros países. Os benefícios das IDEs serão debatidos, com ênfase para a iniciativa brasileira, seus propósitos e perspectivas.
Também serão demonstradas as ferramentas de Armazenamento e Visualização da Inde, tais como  Geonetwork (Catálogo de Metadados), Geoserver ( Catálogo de Geoserviços) e Vinde (Visuaizador da INDE). O instrutor será Luis Cavalcanti Bahiana, Doutor em Geografia e Pesquisador em Informações Geográficas do IBGE.
Para mais informações e inscrições, acesse a página do Curso Infraestruturas de Dados Espaciais. As vagas são limitadas!
Para saber mais: